História da Raça

Carinhosamente chamados de “beardies” e conhecidos também como Collie de Barba ou Collie Barbudo, estes cães existem no Reino Unido há pelo menos três séculos, e acredita-se seja uma das raças britânicas mais antigas. Dentre as muitas teses existentes, uma das freqüentemente citadas é de que do intenso comércio que a Escócia mantinha com a Polônia, há o registro de 3 Polish Lowland Sheepdogs que foram trazidos para a Escócia e a mistura destes 3 exemplares com cães pastores locais pode ter dado origem à raça.

O que é certo afirmar, é que são descendentes dos vários pastores encontrados na Europa Central há séculos, que foram se cruzando até dar origem às várias raças de pastores hoje identificadas originários deste continente.

Pertenciam principalmente a trabalhadores rurais, tendo sido mais valorizados e selecionados por sua capacidade de trabalho do que por sua beleza. Tiveram papel importante em pastoreio e nas travessias de gado das Terras Altas para os mercados nos séculos 17 e 18.

Embora tenha ganhado alguma popularidade nas exposições no final do século 19, a raça quase foi extinta com o evento da Primeira Guerra Mundial, e foi salva em meados de 1940 pela Senhora Wendy Willinson. Ela havia encomendado a um senhor um filhote de Pastor de Shetland e para sua surpresa recebeu um filhote de Bearded Collie. Encantou-se pelo temperamento, inteligência e instinto de pastoreio do filhote, decidindo mantê-lo; graças aos seus esforços, voltou a promover e incentivar o desenvolvimento da raça. Hoje é possível traçar a maioria dos pedigrees até seus dois primeiros beardies, Jeannie e Bailey of Bothkennar.

Atualmente o bearded collie não é tão largamente utilizado como cão de trabalho, sendo, no entanto, apreciado por sua versatilidade. É excelente cão de companhia, atuando também com sucesso em exposições de beleza, pastoreio, obediência, agility e outros.